A projeção de filmes no beco foi demais, apesar da presença de convidados especiais – traficante e polícia deram o ar da graça. Em momentos distintos, é verdade.
O patrãozinho diz q aquele espaço tem dono – pelo menos de noite… e por isso mandou apagar as luzes q iluminavam lindamente, poeticamente, a entrada da viela.
Em compensação tivemos a presença da Nani, cenógrafa e grafiteira, que mora quase ao lado do beco e deu de presente para o grupo uma lycra para a projeção de filmes (putz, me esqueci completamente, será q alguem a tirou da parede e guardou?). Ela botou a mão na massa de verdade, martelou os pregos na parede e ensinou a “fazer bonecas” no pano, ou seja, os nozinhos para amarrar suas pontas.
Adorei assistir o Menino Aranha, um filme sensível, bonito, q de certa forma fala sobre da relação de uma pessoa com a sua cidade. E tb passamos o filme do Dennis sobre o beco. E tb tivemos pipoca, uma delicadeza da Priscilla. E o esforço de todo mundo q estava ali, como a Camilla, q teve de buscar os equipamentos de som na pça da Árvore… E o Renato, q voltou de Londres e está em busca de um jeito novo de existir nesta cidade.
Em resumo, achei fundamental estar lá, senti orgulho por participar desta ação, com esse grupo de pessoas. Ocupar o espaço público é um ato de resistência que requer determinação, união e paciência.
um beijo e boa noite
Fernanda
março 12, 2010 às 11:34 am |
Vender substâncias proibidas é o menor dos crimes praticados pelos traficantes. A opressão escrota que praticam contra as comunidades em que vivem, a apologia da violência, a exaltação do consumo como modelo de sucesso, a farsa da “humildade, lealdade, procedimento” (humildade???)… Tudo isso é muito pior (sem contar toturar e matar, que não competem na mesma categoria). Fiquei muito de bode com essa história do babaca mandando apagar a luz… Mas puxa vida, essa história no Beco é tão legal, desculpem o momento de tristeza
. Afinal, “ocupar o espaço público é um ato de resistência que requer determinação, união e paciência”.
março 12, 2010 às 2:22 pm |
Obrigada por estar atenta, Soninha. Essas coisas não são fáceis , mas infelizmente são circunstâncias da reocupação cidadã da rua. Precisamos descobrir as melhores estratégias para superar situações como essa. O grupo precisa conversar e pensar como encarar isso de forma a se proteger, embora sem recuar totalmente. Valeu! Fernanda.
março 12, 2010 às 10:00 pm |
Exato,
Óbvio que não é a intenção de ninguém bancar o herói e ir comprar briga com o tráfico.
Mas, de verdade, acho que foi rico demais nos depararmos com a realidade. Se fosse roteiro de cinema, não seria tão sincronizado: o traficante chegou, papeou por meia hora, no segundo em que acabou a conversa a polícia chegou. E eu lá, conversando com os PMs, o traficante atrás do Barão dizendo “se caguetar vai ter”.
É assim mesmo: o lugar de que a cidade não se apropria alguém se apropria. Muito para refletir amanhã.
março 17, 2010 às 5:10 am |
Alguem fez fotos da sessao de cinema no beco? Por favor, compartilhem postando no nosso flickr! (caso nao tenham senha e login é só pedir! )
Marina Chevrand
mchevrand@gmail.com
março 25, 2010 às 11:28 am |
Olá,
onde exatamente fica o Beco?
obg e parabéns pelo trabalho.
wilsontonioli